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Por Luiz Wey, Diretor de Novos Negócios da Sealed Air

A embalagem evoluiu muito ao longo dos anos. No passado, sua função era basicamente proteger os produtos durante o transporte e o armazenamento. Porém, conforme as preferências do consumidor foram se transformando, o papel da embalagem também mudou. Hoje, esse invólucro não apenas protege, mas também reflete a identidade e os valores de uma marca.

E o mercado de embalagem agora está investindo fortemente na personalização e interatividade, garantindo que ela não apenas proteja os produtos, mas também engaje o consumidor e agregue valor ao produto.

A personalização, estratégia desenvolvida pela empresa com base no seu conhecimento sobre o consumidor, é essencial no mercado atual. A embalagem personalizada permite que as marcas se conectem com os consumidores em um nível mais profundo, criando experiências de unboxing convenientes e práticas, ajudando a promover a fidelidade à marca.

Tecnologia impulsiona a personalização

As marcas agora estão usando tecnologia de embalagens inteligentes e até mesmo interativas para se conectar com os clientes de novas maneiras.

Elementos de embalagem interativos, como QR codes inteligentes, estão revolucionando o engajamento do consumidor na indústria de Alimentos e Bebidas.  

Os QR codes inteligentes fornecem acesso instantâneo a conteúdo personalizado, promoções e informações nutricionais diretamente nos smartphones dos consumidores.  

Essas tecnologias inovadoras criam oportunidades dinâmicas para interações personalizadas entre marcas e clientes, levando a experiências de marca aprimoradas, maior fidelidade e insights valiosos para estratégias de marketing direcionadas.

Para as empresas, a análise dos dados capturados pelas interações com os QR codes permite entender melhor o comportamento do consumidor, identificando tendências e preferências que podem ser traduzidas em soluções completas de embalagem ou aprimoramentos nos produtos que vão ampliar o seu market share.

Além disso, a impressão digital possibilita a criação de embalagens em menor escala, permitindo que marcas experimentem diferentes designs e formatos sem comprometer grandes estoques.

Sustentabilidade também está no radar

E, finalmente, a personalização pode ser um poderoso drive da inovação sustentável. À medida que os consumidores se tornam mais conscientes das questões ambientais, a personalização permite que as empresas adotem soluções de embalagem que reduzem o desperdício de recursos e de alimentos, adaptando-se às necessidades de diferentes segmentos de mercado. Isso não só contribui para a redução do impacto ambiental, mas também reforça a imagem da marca como responsável e inovadora.

Investir na personalização das embalagens é um elemento essencial para a inovação no setor de Alimentos e Bebidas, oferecendo às empresas a oportunidade de atenderem com mais agilidade as novas necessidades dos consumidores, ao mesmo tempo em que promovem práticas sustentáveis e fortalecem a conexão emocional com suas marcas.  

Podemos afirmar, sem dúvida, que em um cenário onde a experiência do cliente está em alta, independentemente do setor, investir na personalização da embalagem, que comunica histórias e valores da marca de maneira mais eficaz, assim como atende a novos hábitos de consumo, pode ser o diferencial que impulsiona o sucesso e a relevância no mercado.

Sobre a Sealed Air

A Sealed Air Corporation (NYSE: SEE) é líder global em soluções de embalagens que integram materiais, automação, equipamentos e serviços sustentáveis ​​e de alto desempenho. A empresa fornece soluções para uma ampla gama de mercados incluindo proteínas frescas, alimentos, fluídos e líquidos, medicina e ciências biológicas, indústrias, e-commerce, logística e operações de atendimento omnichannel. A Sealed Air é detentora de soluções reconhecidas mundialmente como a marca de embalagens para alimentos CRYOVAC®, sistemas para líquidos LIQUIBOX®, embalagens de proteção SEALED AIR®, sistemas de embalagem automatizados AUTOBAG® e soluções infláveis BUBBLE WRAP®.  

Por meio do SEE Net Positive Circular Ecosystem, a empresa lidera a indústria de embalagens na criação de um futuro mais ambiental, social e economicamente sustentável. A Sealed Air tem a meta de zerar as emissões de carbono de suas operações globais até 2040. A empresa tem mais de 17 mil funcionários globalmente, atende clientes em 120 países/territórios e em 2023, faturou US$ 5,5 bilhões em vendas globais.

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Por Mariano Iocco, diretor de Marketing para América Latina da Sealed Air

Com uma produção robusta e dinâmica, o Brasil se destaca no cenário global como um dos principais produtores de proteínas. Este reconhecimento não é apenas fruto de números impressionantes, mas também de um compromisso contínuo com a inovação e a qualidade. Somente em carne bovina, entre 2023 e 2024, o país alcançou a marca de 10,7 bilhões de toneladas produzidas, representando 18% da produção mundial. Além de ter se posicionado como o maior produtor de carne de frango no mundo e estar em 4º lugar no ranking de produção de carne suína.

Além dos números relativos à produção, o país também impressiona em consumo: segundo a Abiec – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes – em 2024, os brasileiros consumiram 7,78 toneladas de carne bovina, a proteína de maior valor agregado no país. Do total produzido, 3,02 milhões de toneladas foram destinadas à exportação, reforçando a relevância do Brasil tanto como consumidor quanto como fornecedor global.

Com um mercado tão desenvolvido internamente e sendo um dos maiores produtores do mundo, é natural que os hábitos de consumo no Brasil evoluam constantemente, acompanhando novas demandas e tendências. Esse movimento tem impulsionado a popularização de tecnologias inovadoras, como as embalagens case ready (prontas para as prateleiras). Um exemplo disso são as embalagens que utilizam sistemas de atmosfera de proteção (ATP), que evitam a oxidação e potencializam a maturação natural da carne, garantindo maior qualidade e frescor para o consumidor final.

Essas embalagens vêm ganhando espaço não apenas no segmento de carne bovina, mas também entre produtores de aves, suínos, pescados e até na indústria de laticínios, que buscam agregar valor aos seus produtos, destacando-se nos pontos de venda enquanto mantêm as propriedades de conservação que os sistemas tradicionais, como os sacos a vácuo, já oferecem para porções maiores. O diferencial dessas embalagens está na combinação de praticidade e apelo visual, alinhando-se às expectativas de um consumidor cada vez mais exigente.

Praticidade e conveniência: atendendo a novas configurações familiares

Um fator que ilustra bem as mudanças nas expectativas e necessidades do consumidor e suas demandas para este e os próximos anos é a rápida transformação na configuração familiar no Brasil. Segundo o Censo de 2022, o percentual de domicílios com apenas uma pessoa subiu de 12,2% em 2010 para 18,9% em 2022. Já a proporção de casais sem filhos também aumentou, passando de 16,1% para 20,2% no mesmo período. O que reflete diretamente na busca crescente por praticidade no consumo, com maior demanda por produtos que se adaptem a rotinas mais dinâmicas e necessidades individuais ou de pequenos núcleos familiares.

Nesse contexto, outra embalagem do tipo case ready que vem se consolidando como uma tendência em expansão no mercado nacional são as embalagens termoformadas. Essa tecnologia oferece uma solução eficiente e visualmente atrativa tanto para produtores quanto para consumidores. Para os produtores, especialmente aqueles que trabalham com cortes personalizados, as embalagens termoformadas permitem grande flexibilidade de aplicação, com a possibilidade de utilização de diferentes tipos e espessuras de filmes, com ou sem barreira ao oxigênio e sendo compatíveis com diferentes fundos – flexíveis, rígidos ou semirrígidos – atendendo as particularidades de múltiplos mercados.

Além disso, o apelo visual dessas embalagens é um grande diferencial. Elas podem ser projetadas com áreas transparentes que preservam a visibilidade do produto, enquanto oferecem a possibilidade de impressão de alta qualidade, destacando informações importantes e melhorando a apresentação nas prateleiras. Isso não apenas facilita a escolha do consumidor, mas também agrega valor ao produto no ponto de venda.

Automação: eficiência para agregar valor e minimizar perdas

Outro fator essencial quando falamos do futuro das embalagens é a automatização de processos. Para assegurar que toda a tecnologia embarcada em soluções robustas de embalagem, como as termoformadas, cheguem ao varejo e posteriormente ao consumidor final íntegras, padronizadas e com boa apresentação, garantir um processo eficiente dentro da indústria é fundamental.

Com isso, a automação nas operações de embalagens de alimentos ganha o protagonismo. Sistemas automatizados não apenas aumentam a eficiência e são capazes de reduzir custos relacionados a falhas operacionais, como também garantem uma maior uniformidade e qualidade no produto final. Empresas líderes no setor têm adotado equipamentos que automatizam todo o processo de envase, o que tem resultado em uma redução significativa de reprocesso e incremento na produtividade.

Além disso, quando unimos embalagens eficientes com sistemas de automação avançados, criamos soluções integradas que além colaborar com a manutenção do alto padrão de qualidade que as indústrias de proteínas exigem, também minimizam a incidência de perdas de alimentos – um desafio significativo que afeta cerca de 14% da produção global, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Essa abordagem integrada reforça a competitividade das empresas ao otimizar processos e promover um uso mais eficiente de recursos, pontos cada vez mais valorizados pelo mercado.

Em resumo, o ano de 2025 marca um período de grande inovação e avanço para a indústria de embalagens no Brasil e no mundo. Avanços como os elencados não são apenas uma tendência, mas um passo estratégico para empresas que desejam se posicionar como líderes no setor e responder às exigências do mercado global.

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Por Mario Vollbracht, vice-presidente de produtos ao consumidor e varejo da Siemens Digital Industries Software

Globalizada e altamente competitiva, o setor de produtos embalados ao consumidor (CPG, na sigla em inglês) continua resiliente. No entanto, tendências emergentes devem causar um impacto significativo na demanda e potencialmente gerar novos fluxos de receita. Mudanças nas preferências do consumidor, o aumento da concorrência com a redução das barreiras de entrada no mercado e a população crescente em todo o mundo transformaram os mercados. Enquanto isso, os varejistas criaram suas próprias marcas formidáveis com linhas de produtos de marca própria, o que forçou os fabricantes de marcas a ajustar seus preços, aumentando ainda mais a pressão em suas margens de lucro.

As empresas de CPG estão enfrentando essas preocupações de concorrência enquanto buscam melhorar as margens de lucro, atender às regulamentações e atender às demandas dos consumidores por maiores níveis de sustentabilidade e transparência em todo o ciclo de vida do produto.

Para lidar com essa infinidade de desafios e o cenário em constante mudança do setor de CPG, é necessária uma evolução de processos e tecnologias. É por isso que as organizações com melhores desempenhos desse setor começaram a digitalizar suas operações. A transformação digital é uma maneira importante de promover o crescimento, aumentar a eficiência e garantir resiliência à medida que a concorrência aumenta e os consumidores evoluem.

Mudanças nas demandas do consumidor

Os desejos do consumidor nunca foram consistentes, mas hoje há muitos fatores interessantes que afetam essas demandas, o que aumentou a fragmentação do mercado e causou a proliferação de novas marcas e unidades de manutenção de estoque (SKUs, na sigla em inglês), por isso é importante entender esses fatores.

Primeiro, as empresas de CPG estão mirando o segmento de mercado da Geração Z. Estudos indicam que cerca de 38% da Geração Z está disposta a experimentar novas marcas e comprar produtos mais saudáveis, sustentáveis, transparentes e inovadores de várias empresas, representando um aumento em comparação com outras gerações.

Outros fatores incluem a aceleração das compras online e iniciativas como “coma em casa”, que tiveram um impulso considerável durante a COVID. Esses fatores estão forçando as empresas a reformular seus portfólios de produtos. De acordo com um relatório recente da Grand View Research, o setor de kits de refeições nos Estados Unidos pode apresentar a taxa de crescimento anual composta de 15,3%, atingindo quase US$ 64 bilhões até 2030. As vendas de kits de refeições em plataformas online representam atualmente mais de 63% desse mercado.

Um dos maiores fatores que afetam as demandas do consumidor é que a ONU prevê a população mundial de 8,6 bilhões em 2030 – com a maior parte desse crescimento impulsionada por mercados emergentes e em desenvolvimento. Consequentemente, muitos desses consumidores terão renda limitada, pois estudos do Banco Mundial estimam que 47% da população global vive com menos de US$ 6,85 por pessoa por dia.

Para gerenciar esses fatores, as empresas de CPG terão que acelerar a chegada ao mercado de seus produtos e ser mais responsivas às demandas do consumidor, garantindo ciclos de NPI (introdução de novos produtos) mais curtos e amplos. Para fazer isso, as empresas devem integrar digitalmente todo o ciclo de vida para eliminar os silos de departamentos e permitir o fluxo de informações e dados para todos os grupos envolvidos. Isso requer mais do que a adoção de algumas ferramentas digitais ou a digitalização de certos aspectos do processo, pois a digitalização de todo o processo de desenvolvimento de produtos é essencial para o sucesso.

Fábricas flexíveis para produção flexível

O cenário em constante mudança de inovação, produtos personalizados, comércio eletrônico acelerado e mudanças comerciais também estão colocando muita pressão sobre as fábricas e suas operações de produção. O CPG é uma indústria altamente automatizada, então parece bem posicionada para atender ao cenário em constante mudança. No entanto, a maioria das empresas de CPG implementou seus sistemas de automação entre as décadas de 1980 e 1990. Seu principal objetivo naquela época era produzir grandes lotes de produtos da forma mais eficiente possível. Quarenta anos depois, essas mesmas máquinas e sistemas de automação têm dificuldade para se adaptar às mudanças contínuas nos produtos. Isso ocorre em parte porque eles não estão equipados com tecnologias modernas que auxiliam na conectividade e flexibilidade, como IoT e IA. 

Hoje, as fábricas precisam ser capazes de fabricar um número maior de produtos e variantes de produtos. Quando uma receita de produto recém-atualizada chega à fábrica, as empresas precisam ser capazes de atualizar e/ou reconfigurar todo o processo de produção de forma rápida e fácil – da automação da linha às máquinas. Os fabricantes precisam de sistemas de produção e máquinas que possam garantir velocidade e qualidade, além de flexibilidade para que possam se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. Não importa se uma empresa está construindo uma fábrica nova ou modernizando fábricas atuais, é fundamental introduzir flexibilidade no ecossistema de manufatura.

Existem várias maneiras de aumentar a flexibilidade da produção. A tecnologia de gêmeo digital – combinada a soluções de planejamento de manufatura e operações de manufatura – no início do ciclo de vida do produto, permite prever a viabilidade e o desempenho da produção, minimizando os tempos de interrupção da produção e garantindo a qualidade. Um dos últimos avanços na área de automação é o uso de controladores lógicos programáveis (PLC) virtuais. As organizações podem fazer o download de PLCs virtuais na forma de aplicativos de borda e integrá-los diretamente ao ambiente de TI, modernizando fábricas ou linhas de produção mais antigas.

As linhas e os equipamentos de produção também desempenham papéis importantes na melhoria da flexibilidade da produção. Novas máquinas inteligentes geralmente têm designs flexíveis e modulares que facilitam a integração em linhas de produção e podem se adaptar para executar várias tarefas. Essas novas tecnologias são aplicadas a essas máquinas por meio da computação de borda, onde podem executar software no nível da máquina — incluindo aplicativos de IA. As máquinas habilitadas para IoT podem aumentar a conectividade, facilitando a integração, e podem até automatizar algumas tarefas de engenharia.

Como lidar com as complexidades da cadeia de suprimentos

Os riscos da cadeia de suprimentos continuam um problema para os CPGs. Oscilações no preço do petróleo, crises políticas e guerras impactam negativamente as rotas tradicionais de fornecimento, forçando as empresas a analisar estrategicamente seus portfólios de produtos, procurar alternativas e avaliar novas opções de fornecimento. Com frequência, as empresas optam pelo nearshore, isto é, fabricar produtos perto do consumidor para encurtar as cadeias de fornecimento.

Além disso, obstáculos podem surgir relacionados ao clima que podem dificultar a melhoria das margens de lucro. A digitalização da cadeia de suprimentos para construir uma “torre de controle central” pode resolver esses desafios. Soluções flexíveis de planejamento da cadeia de fornecimento fornecem informações em tempo real sobre custos de envio, tarifas e materiais, permitindo decisões mais acertadas.

Porém, as torres de controle digitais resolvem apenas parte do desafio da cadeia de suprimentos. A contaminação, por exemplo, é uma preocupação crescente na indústria de alimentos e bebidas e geralmente é causada por falhas na cadeia de suprimentos. A segurança dos CPGs também está se tornando cada vez mais importante, pois regulamentações rigorosas específicas da região ou do país influenciam as práticas. Mesmo assim, os incidentes de intoxicação alimentar estão aumentando, com uma estimativa de 1 em cada 10 pessoas adoecendo por causa do consumo de alimento contaminado em todo mundo a cada ano. Muitos casos de intoxicação alimentar são causados por problemas na cadeia de suprimentos, com os ingredientes agrícolas e produtos alimentícios finais sendo os mais susceptíveis.

Independentemente da aquisição de materiais localmente ou no exterior por parte das empresas de CPG, sempre existirá o risco de interferências na cadeia de suprimentos. A rastreabilidade dos ingredientes e produtos finais é a única maneira de certificar a segurança e legitimidade dos produtos. No caso de um problema de contaminação, a rastreabilidade permite determinar rapidamente a fonte.

As soluções integradas de gerenciamento do ciclo de vida disponíveis hoje permitem desenvolver um backbone digital robusto, que pode fornecer rastreabilidade completa dos produtos. A tecnologia de blockchain, por exemplo, armazena imutavelmente dados de rastreabilidade e eventos, fornecendo aos grupos envolvidos uma única fonte de informações geradas a partir de dados seguros que não podem ser substituídos ou alterados. Isso cria uma pegada digital para a verificação e validação de informações. Associada à IoT, a tecnologia blockchain pode fornecer insights “da fazenda à mesa”, ajudando a eliminar o erro humano e aumentando a transparência em uma cadeia de suprimentos complexa de múltiplas camadas.

Preparando-se hoje para os problemas de amanhã

Muitas empresas no setor de CPG estão relutantes em aprimorar e digitalizar seus processos por meio de software e automação. O setor teme que a implementação de novas tecnologias possa afetar os tempos de interrupção e aumentar os custos operacionais. Embora pareça segura a ideia de continuar a ”fazer as coisas do jeito que sempre foram feitas”, na realidade não é. O cenário atual exige uma revolução na forma como as empresas desenvolvem, fabricam e fornecem seus produtos.

O setor de CPG precisa implementar soluções digitais novas, flexíveis e escaláveis para atender às suas metas atuais e futuras, enquanto supera obstáculos que devem se tornar ainda mais complexos com o aumento da população, a evolução dos ecossistemas e as novas tendências. Por meio da transformação digital, as organizações podem criar uma única fonte de informações em toda a empresa. Marcas, programas e ciclos de vida de produtos são combinados em somente um banco de dados que pode impulsionar a colaboração em todo o ecossistema de CPGs, mantendo o valor da marca. Ao integrar todo o ciclo de vida digital, as empresas podem melhorar a qualidade, promover a fidelidade à marca e melhorar a velocidade de lançamento de novos produtos no mercado, permitindo que não apenas sobrevivam, mas prosperem no mercado atual.

Para saber mais sobre o impacto da transformação digital no setor de alimentos e bebidas, visite o site.

Mario Vollbracht é o vice-presidente de produtos ao consumidor e varejo da Siemens Digital Industries Software. Ele se juntou à Siemens em 2022 com mais de 25 anos de experiência na indústria, incluindo experiência direta na indústria, consultoria em gestão e uma vasta experiência em gestão de TI. 

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Pela primeira vez no Brasil, um estudo foi realizado com base no Inventário do Ciclo de Vida, considerando dados primários de toda cadeia produtiva no Brasil. Conduzido por especialistas e instituições das áreas de embalagem e de alimentos, o trabalho fez um comparativo entre os materiais mais utilizados para o envase de líquidos (água, refrigerante e óleo comestível). O objetivo é orientar o mercado e os consumidores sobre qual é a melhor opção do ponto de vista ambiental, de acordo com diversos indicadores.

“Avaliaçao do Ciclo de Vida da Embalagens PET para Alimentos Líquidos” comparou 11 unidades diferentes de embalagem, conforme tamanho e tipo de uso. Foram seis embalagens PET, duas de alumínio, duas de vidro e uma de folha de flandres (aço). No resultado final, o PET demonstrou desempenho superior às alternativas avaliadas.   

PROJETO CONTOU COM VALIDAÇÃO TÉCNICA E CIENTÍFICA EXTERNA

“Avaliação do Ciclo de Vida das Embalagens PET para Alimentos Líquidos” é um projeto para o Brasil, construído a várias mãos, por diferentes elos do mercado, sob a coordenação da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), com a participação ativa da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR) e da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE), além de importantes contribuições de empresas destes setores.

As equipes do Centro de Tecnologia de Embalagens, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/CETEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, construíram um genuíno Inventário do Ciclo de Vida das Embalagens PET, que possibilitou uma precisa comparação com outras embalagens, estudo este conduzido pela empresa ACV Brasil, especialista nesse tipo de avaliação.

O estudo contemplou todos os elos da cadeia produtiva, distribuição e comercialização dessas embalagens, através da colaboração das principais empresas que atuam no setor de alimentos líquidos no Brasil, além de fabricantes de resinas de PET, produtores de embalagens, envasadores e distribuidores, com foco em água mineral, refrigerantes e óleo comestível.

São elas: ADM, ALPEK, AMBEV, AMCOR, BUNGE, CARGILL, COCA-COLA, CONVENÇÃO RJ, DANONE, ENGEPACK, FEMSA, GLOBAL PET, HEINEKEN, IMCOPA, INDORAMA, LDC, MATE COURO, MINALBA, PEPSI, PETRÓPOLIS, PLASTIPAK, RECOFARMA, SOLAR E VALGROUP.

Além da credibilidade dos dados utilizados, o estudo ACV foi submetido à revisão crítica feita por especialistas de grandes universidades brasileiras, a fim de assegurar que os resultados para as afirmações comparativas estejam de acordo com os requisitos de qualidade da norma ABNT NBR ISSO 14040:2009 e ABNT NBR ISSO 14044:2006.

“O projeto representa um marco dentro do cenário brasileiro, tanto por sua abrangência quanto por seu conteúdo técnico. Além disso, traz luz científica ao debate, dando ao mercado as condições necessárias para que escolhas sejam feitas com base em aspectos técnicos e indicadores cientificamente aceitos. Só assim será possível evoluir nas questões ambientais, sem achismos e informações distorcidas, com olhar meramente comercial e sem qualquer impacto positivo para o meio ambiente”, afirma o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), Auri Marçon.

O QUE É O ESTUDO DE ACV

“Avaliação do Ciclo de Vida de Embalagens PET para Alimentos Líquidos” segue o que há de mais atual quando o assunto é a avaliação de toda a cadeia de valor para a produção de uma embalagem. Também conhecido como estudo “do berço ao túmulo”, faz uma análise do impacto ambiental que vai desde a extração da matéria-prima até seu descarte final, passando pela produção, envase, transporte, comercialização e reciclagem pós-consumo.

Para que a “Avaliação do Ciclo de Vida de Embalagens PET para Alimentos Líquidos” alcançasse a profundidade e o nível técnico desejado, o estudo foi planejado durante vários anos, com a avaliação de 12 categorias de impacto: Mudanças Climáticas, Acidificação, Ocupação do Solo, Material Particulado, Ecotoxicidade, Consumo de Água, Depleção da Camada de Ozônio, Eutrofização, Toxicidade Humana, Formação de Ozônio Fotoquímico, Recursos Minerais e Combustíveis Fósseis.

Dentro desses quesitos, foram comparadas, em diferentes tipos de uso:

·         Embalagens PET de 500 ml e 1.500 ml (água), 250 ml, 600 ml e 2 litros (refrigerante) e 900 ml (óleo comestível)

·         Embalagens de alumínio de 350 ml (água) e 350 ml (refrigerante)

·         Embalagens de vidro de 300 ml (água) e 250 ml (refrigerante)

·         Embalagens de aço de900 ml (óleo comestível)

As embalagens PET alcançaram desempenho superior às demais alternativas, nos quesitos que mais alertam a sociedade em relação ao meio ambiente, conforme abaixo:

·         Mudanças Climáticas: alteração do clima global, aumento de temperaturas e gases do efeito estufa.

·         Acidificação: emissões produzidas que contribuem para a chuva ácida, formação de smog (Smoke and Fog)

·         Ocupação do Solo: áreas ocupadas para exploração de atividades econômicas.

·         Material particulado: partículas finas que causam doenças respiratórias.

·         Ecotoxidade: emissões para o ar, água e solo que ameaçam a saúde de espécies.

·         Consumo de água: quantidade total de recursos hídricos utilizado no processo de produção.

PET É EXEMPLO DE CIRCULARIDADE

De acordo com o último Censo da Reciclagem do PET no Brasil, 56,4% de todas as embalagens PET pós-consumo são recicladas no País. Esse desempenho decorre da evolução do uso do material reciclado entre as empresas usuárias da embalagem e o seu compromisso com a circularidade, reduzindo assim a necessidade de matérias-prima virgens.

Da fase de coleta do material descartado pelos consumidores até a fabricação de uma grande lista de produtos que utilizam a resina reciclada, a reciclagem de embalagens PET já fatura R$ 3,6 bilhões. Aproximadamente 30% desse total fica na base da cadeia, na fase da coleta, entre catadores, cooperativas e sucateiros.

O principal consumo da resina PET reciclada – 29% do total – ocorre justamente entre os fabricantes de preformas e garrafas, produtos que são utilizados principalmente pela indústria de água, refrigerantes, energéticos e outras bebidas não alcoólicas, além de produtos de limpeza e cuidados pessoais.

Essa indústria se utiliza do processo conhecido como bottle to bottle, principalmente em decorrência do aumento da produção de embalagens em grau alimentício (food grade), segmento exclusivo do PET reciclado por determinação da ANVISA, que nos últimos anos mostrou uma grande evolução tecnológica, garantindo qualidade e saudabilidade.

O PET também apresenta uma série de benefícios ao longo de toda a cadeia produtiva, da indústria ao consumidor final. Como material de embalagem, atende inúmeras exigências técnicas e de saudabilidade, que protegem alimentos e bebidas com muita eficiência. Isso acontece em razão das características do produto, como leveza, transparência e resistência, tanto mecânica quanto química.

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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