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Maya Horowitz

A Check Point Research (CPR) divulgou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de março de 2021. Os pesquisadores relataram que o cavalo de Troia bancário IcedID apareceu pela primeira vez na lista de malwares ocupando o segundo lugar, enquanto o Dridex foi o malware mais predominante, saltando do sétimo lugar em fevereiro para a liderança do ranking global em março. Na lista de Top Malware do Brasil, o IcedID não aparece, enquanto o Dridex ressurgiu em primeiro lugar com um índice de 28,08%, acima do global (16,40%).

Visto pela primeira vez em 2017, o IcedID se espalhou rapidamente em março de 2021 por meio de várias campanhas de spam, afetando 11% das organizações em todo o mundo. Uma campanha amplamente difundida usou um tema da COVID-19 para atrair novas vítimas a abrir anexos de e-mail maliciosos. A maioria desses anexos são documentos do Microsoft Word com uma macro maliciosa usada para inserir um instalador para IcedID. Depois de instalado, o trojan tenta roubar detalhes da conta, credenciais de pagamento e outras informações confidenciais dos PCs dos usuários. O IcedID também usa outro malware para proliferar e tem sido usado como o estágio inicial de infecção em operações de ransomware.

Quanto ao Dridex, também um cavalo de Troia bancário, este malware é direcionado à plataforma Windows e é distribuído via campanhas de spam e kits de exploração, baixado por meio de um anexo de e-mail de spam. O Dridex entra em contato com um servidor remoto, envia informações sobre o sistema infectado e pode baixar e executar módulos adicionais para controle remoto.

“O IcedID já existe há alguns anos, mas recentemente foi amplamente adotado, mostrando que os cibercriminosos continuam a adaptar suas técnicas para explorar organizações, usando a pandemia da COVID-19 como um disfarce”, afirma Maya Horowitz, diretora de Pesquisa de Inteligência de Ameaças da divisão Check Point Research (CPR). “O IcedID é um cavalo de Troia particularmente evasivo que usa uma variedade de técnicas para roubar dados financeiros; então, as organizações devem garantir que têm sistemas de segurança robustos para evitar que suas redes sejam comprometidas e minimizar os riscos. O treinamento abrangente para todos os funcionários é crucial, para que eles estejam preparados com as habilidades necessárias para identificar os tipos de e-mails maliciosos que espalham o IcedID e outros malwares”, explica Maya.

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Marcelo Reis - Founder MR16 Consultoria

Marcelo Reis – Founder MR16 Consultoria

Por Marcelo Reis*

Em 2020 quando a OMS reconheceu a situação da COVID-19 como sendo uma pandemia, logo começou um movimento em que algumas pessoas negavam a seriedade da situação. Em alguns países, o estado de emergência demorou muito a ser reconhecido. Por este comportamento, os cenários mais realistas que apontavam para uma plena recuperação econômica mundial, em não menos de 2 anos, eram mal vistos e desacreditados. No entanto, agora, com 1 ano de pandemia é exatamente o que vem se mostrando real.

Esperar que o mundo volte a ser como antes é utópico. A nova normalidade já vem sendo implantada na prática, a forma de trabalhar, fazer negócios, consumir e gerir a vida mudou de forma definitiva. Neste artigo, separei alguns aprendizados, melhorias e também pontos de atenção que a COVID trouxe.

Varejo: sobrevivência depende de transformação

Logo no início de 2020 o comércio sofreu o impacto inicial e começou a pedir ajuda ao governo, que também não estava preparado para fornecer este tipo de socorro ao empresário. As empresas, principalmente as pequenas e médias, que ficaram “sentadas esperando que tudo fosse passar em 3 ou 6 meses”, e não se transformaram, quebraram. Sem fôlego financeiro muita gente fechou e, quem sobreviveu, tocou os negócios baseado no delivery.

O calendário comercial ficou mais “lento”, não teve a aceleração típica das datas sazonais ao longo do ano e nem o esperado pico de consumo em dezembro. O sentimento que se estabeleceu é de 2021 quase como uma continuação de 2020.

Online não é diferencial, é parte essencial da operação de qualquer empresa

O online entrou de vez na estratégia das empresas, não adianta pensar nele como uma parte isolada. O digital precisa ser parte do planejamento principal. A unificação da qualidade e tipo de atendimento ao cliente independente do canal foi um importante aprendizado.

Antes da pandemia, era comum o cliente ter um tipo de experiência na sua jornada de compra presencial muito diferente da ofertada pela mesma marca no canal online. Ou seja, dependendo da escolha do canal para compra, o cliente terminaria sem a mesma assistência, sem acesso à promoção ou sem a personalização do seu perfil de compra. Com clientes mais exigentes e conscientes de suas compras as marcas precisaram adequar e garantir a mesma qualidade em qualquer canal.

Logística como parte fundamental do sucesso nas vendas

As adaptações realizadas nos processos logísticos também acrescentaram qualidade na relação consumidor-marca. Podemos dizer que esta multicanalidade está funcionando bem no momento em que o cliente pede um produto pelo site e este pedido é encaminhado para a loja mais próxima da rede e em seguida, entregue. Não vai mais para um centro de distribuição localizado distante e que  acrescenta tempo de espera.

A relação entre grandes marcas e clientes era distante, cada um estava em uma ponta desta equação comercial, que era recheada de intermediários. Com o fechamento dos comerciantes que faziam esta ponte, as marcas entenderam que não tinham mais clientes pois na verdade eles eram dos lojistas e não das indústrias. Agora, o fornecedor vende direto para o consumidor final e se tornou também um concorrente do varejista, tornando ainda mais acirrado o mercado para o pequeno empresário.

 O consumidor mudou e mais do que nunca valoriza experiência

A queda no consumo reflete também uma mudança de hábito da população que está menos consumista. Antes, as pessoas iam aos shoppings passear e sempre saiam com uma sacola, muitas vezes sem nem saber direito o que estavam comprando. Do ponto de vista econômico, mantinha a roda girando e gerava empregos. Ao mesmo tempo, a compra sem necessidade é contraproducente do ponto de vista ambiental, também com muita geração de lixo.

Com esta mudança de comportamento, o desafio maior, fica na mão das categorias que sobreviviam massivamente das compras por impulso. Um bom exemplo são as papelarias e lojas de miudezas em que comprávamos algo no meio do caminho por lembrar que precisávamos, mas que não sairíamos de casa apenas em busca do item. Essas empresas precisarão encontrar novas formas de sobreviver.

O consumo cada vez mais vai migrar para a experiência, para o viver e aproveitar efetivamente o momento. Atualmente isto está na contramão da queda no turismo internacional. Contudo, a tendência já se apresenta na busca de turismo pelos moradores em suas próprias cidades. Os residentes locais estão explorando mais os hotéis, parques e atrações turísticas de sua região. No futuro, esta tendência se expandirá para além das fronteiras, na retomada do turismo internacional.

Relação vida X trabalho – A vida desacelerou, a qualidade de vida virou foco e agenda cheia não é mais sinônimo de produtividade

Todos nós nos transformamos muito como profissionais e como empresa no último ano. Uma coisa que veio para ficar foi o home office, híbrido ou integral. A desconfiança que se tinha sobre este modelo de trabalho desapareceu à medida que se mostrou eficaz. Grandes empresas estão adotando o home office.

Com o objetivo de ficar perto das suas famílias, muitas pessoas se mudaram para cidades do interior, muitas vezes longe das sedes das empresas. Quem fez este movimento, percebeu que poderia ter um custo mais baixo associado a uma melhor qualidade de vida, e não querem mais voltar ao modelo antigo. Vai ser um grande desafio para as empresas convencer os funcionários de voltarem ao modelo fixo no escritório. O modelo de home office ou trabalho de qualquer lugar é algo que veio para ficar.

Vemos a desaceleração da vida. Qualquer um de nós, que faça uma reflexão dos dois últimos anos, pode perceber que tínhamos uma vida extremamente agitada. Saíamos antes das 07h da manhã de casa, passávamos o dia nos movimentando entre trabalho, reuniões, almoços e outras atividades. Em algumas funções profissionais, isso incluía deslocamentos constantes entre cidades, inclusive com aeroportos em alguns casos.

O setor aéreo segue extremamente afetado, e as viagens de negócio praticamente desapareceram. A redução mais contundente foi nos vôos internacionais, mas com um grande declínio nos nacionais também. As pessoas começam a criar novos hábitos e as empresas precisam se adaptar a esta mudança toda. A maioria das viagens executivas que aconteciam foram substituídas e temos sobrevivido com ferramentas digitais, de forma 100% remota.

A necessidade de reunião presencial ficou provada em alguns casos, como conhecer clientes e fornecedores, para gerar uma conexão mais pessoal. Porém, o mesmo não aconteceu na esmagadora maioria dos encontros que demandavam esforço e dinheiro para se deslocar e reunir.

A agenda e a vida estão mais balanceadas para família e trabalho, aprendemos e agora quereremos ter tempo para fazer nossas coisas pessoais. As pessoas se desapegaram do vício de ter a agenda tão cheia que não sobrasse nem tempo para parar e fazer uma refeição ou respirar.

Os riscos do comodismo em longo prazo

No outro prato da balança, está um efeito colateral: se acomodar. Agora, para sair de casa para cumprir alguma tarefa presencial as pessoas precisam de um empurrão a mais, mais incentivo do que era necessário antes para sair da inércia. As pessoas estão questionando de forma mais forte a necessidade de estar presencialmente nos lugares. A necessidade do movimento passou a ser muito mais questionada.

Em longo prazo, este padrão de comportamento pode levar à prostração e a ausência de movimento começar a causar problemas de saúde ligados ao sedentarismo. A preocupação com a saúde física, com a atividade consciente e com a saúde mental precisam estar constantemente sob nossos olhos.

 Dependência de suprimentos estrangeiros fez indústrias repensarem as cadeias de suprimentos

Um aprendizado importante é que por mais que o conceito de globalização funcione, na hora de uma crise como é a pandemia, vale a defesa individual. Cada nação quis se proteger, cuidando de suas fronteiras, providenciando suas vacinas e adotando políticas protetivas.

A dependência de fornecedores internacionais se mostrou um “calcanhar de Aquiles” para muitos países que dependiam exclusivamente de compras da China e ligou um alerta significativo sobre buscar sua autonomia, ou soluções alternativas, caso não tenha importação em algum momento no futuro.

Ou seja, começamos a ver um patriotismo nas indústrias, visando garantir seus processos produtivos sem dependências extremas externas. Agora, as produções são pensadas com planos B, C e D para garantir que não pare.

Atenção ao planejamento

Vejo nas indústrias, especialmente as latinas, que sempre foram muito orientadas à ação, uma tomada de atenção para o planejamento estratégico com uma ênfase que não se via antes.

A análise de cenários ganhou força e passou a ser mais valorizada. A tomada de decisões baseada em projeções embasadas em previsões realistas, torna os rumos da empresa mais assertivos. Se a emoção dominava antes da pandemia, foi o planejamento quem manteve as empresas vivas durante o período.

*Founder MR16 Consultoria

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facensO mundo caminha, cada vez mais, rumo ao desenvolvimento sustentável. Afinal, são quase 8 bilhões de habitantes na Terra, com recursos naturais limitados e uma população em crescimento. Há um número cada vez maior de iniciativas públicas e privadas desenvolvendo projetos e soluções para cidades inteligentes e sustentáveis. Em escala menor, o mesmo vem acontecendo com empresas, que tem como objetivo ser autossuficiente em água e energia, além da redução da emissão de CO2 na atmosfera.

De acordo com Vitor Gomes, Gerente de Impacto e Sustentabilidade do Centro Universitário Facens, ter um campus cada vez mais sustentável é uma meta para a instituição de ensino. “Achar o equilíbrio entre as necessidades dos seres humanos e da capacidade de recursos do nosso planeta é o grande desafio do século XXI. Energias não renováveis e que liberam gases de efeito estufa estão cada dia mais sendo substituídos por fontes limpas. Por isso, a eficiência energética é uma das prioridades dentro da Facens, não só em nosso campus, como na formação dos nossos alunos.”, explica Vitor.

O relatório Bloomberg New Energy Finance, de 2019, apontou que a expectativa é de que as energias eólica e solar cheguem a representar 48% da geração energética global em 2050. Atualmente, elas correspondem apenas a 7% do suprimento total de energia no mundo. No Brasil, a energia solar fotovoltaica já é a terceira mais importante fonte renovável, depois da hidráulica e eólica, em potência instalada. As projeções da Bloomberg também apontam que a energia solar deve representar 32% da matriz energética brasileira até 2040.

“Atualmente a Facens gera, por meio de energia fotovoltaica, 15% do que consome mensalmente em energia elétrica no campus. Nosso objetivo é ampliar a capacidade de geração da nossa subestação, que hoje também serve como fonte de aprendizado prático e teórico para os alunos do Centro Universitário”, ressalta Heverton Bacca, coordenador de engenharia elétrica da Facens.

Bacca reforça que a preocupação com a capacitação dos alunos para o mercado de energia fotovoltaica é grande, já que é um setor em franca expansão e que demandará cada vez mais profissionais especializados. De acordo com a ABSOLAR, a energia solar gerou mais de 147 mil empregos no Brasil em 2020. Segundo a Aneel, até 2024, o país terá cerca de 900 mil sistemas fotovoltaicos On Grid instalados.

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Alexandre_Dias_DiretorOrbitallPor Alexandre Dias*
A transformação digital trouxe um empoderamento para o cliente no que diz respeito à reputação de marca. Se antes as críticas a uma empresa eram feitas de maneira offline e envolvendo apenas a companhia e o consumidor, hoje, com as redes sociais e a digitalização dos canais de comunicação, uma má experiência de um usuário pode viralizar e trazer sérias consequências para a imagem da marca em questão.
Por isso, focar no relacionamento com o consumidor é fundamental. Usar recursos tecnológicos para melhorar processos e fazer uma leitura de mercado para oferecer uma experiência de atendimento mais agregadora e satisfatória para o cliente é um diferencial que terá um impacto positivo nos resultados e na visão de marca pelos consumidores.
A fim de analisar com mais detalhes as preferências dos usuários e redesenhar a prestação de serviços nos canais de comunicação com o cliente, com foco na melhoria da experiência, existe um recurso a ser explorado pelas empresas: o analytics. Por meio dessa ferramenta, é possível ter insights valiosos que podem transformar a forma de atuação da marca e elevar a satisfação dos consumidores.
Tanto com o machine learning e outros modelos matemáticos envolvidos, soluções de analytics aplicadas nos contact centers são capazes de usar dados coletados em cada troca de informação com o cliente para fazer análises e seguir em um processo de tomada de decisão mais eficiente e assertivo. O objetivo é se atentar ao consumidor e às suas preferências, entendendo o que dizem os dados, para conseguir melhorar a experiência do usuário e atender às suas demandas com eficiência.
Como boa parte das operações são digitalizadas, usando inclusive inteligência artificial e bots de atendimento, há um grande nível de dados coletados, que, interpretados pelo analytics, irão possibilitar um contato mais personalizado, eficiente e com maiores chances de satisfação. Segundo o Gartner, se os líderes optarem pelo uso de analytics e participarem da definição de metas e estratégias baseadas neles, poderão aumentar a produção de valor de seu negócio em 2,6 vezes.
A consultoria prevê que em 75% das organizações, a inteligência artificial sairá da fase piloto, até 2024, para entrar em operação, o que irá quintuplicar as infraestruturas de análise, assim como a transmissão de dados. Isso fará com que 33% das grandes empresas tenham analistas exercendo a inteligência de decisão até 2023, de acordo com a consultoria.
Esses dados apontam que o uso de analytics é uma grande tendência, inclusive para o setor de contact centers, uma vez que ao reestruturar a jornada de atendimento e trazer melhorias na produtividade, na qualidade do serviço e nos resultados entregues será possível transformar a interação com o cliente e alcançar índices positivos de CX, uma variável que ganha cada vez mais peso dentro das empresas e que cresce como critério de decisão para o usuário na hora de escolher quem será o prestador de serviço.
Diretor de Novos Negócios na Orbitall, empresa do Grupo Stefanini*

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luiz castanhoPor Luiz Alexandre Castanha*

As abordagens de ensino têm sido aprimoradas no decorrer dos anos. Essa disrupção precisa ser acelerada ainda mais no ensino corporativo, tornando-o leve e prazeroso tanto para quem repassa as informações quanto para quem recebe.

Nessa jornada, principalmente em cursos e conteúdos a distância, recursos como gamificação, quizzes, realidade aumentada e virtual são utilizados com sucesso. É necessário ir além das abordagens acadêmicas tradicionais onde se utiliza a aprendizagem mecânica e exames! Chega de lidar apenas com conteúdos teóricos, memorização das aprendizagens e realização de exames.

O caminho que pode ser tomado é o de oferecer abordagens mais pragmáticas de aprendizagem. E um desses métodos modernos é o Aprendizado Baseado em Projetos (Project-Based Learning na sigla em inglês).

Esse tipo de aprendizagem dá aos alunos a oportunidade de desenvolver conhecimentos e habilidades por meio de projetos envolventes em torno de desafios e problemas que eles podem enfrentar no mundo real.

Na prática, instituições de renome mundial como Harvard já usam o Project-Based Learning em seus cursos de graduação. A Fundação Bill e Melinda Gates costuma incentivar a utilização da metodologia em escolas dos Estados Unidos. Na Europa também é comum haver o financiamento de projetos em todos os estágios de aprendizagem.

É uma revolução em relação ao que é proposto na estrutura cognitiva de outros métodos de aprendizagem. Ela se inicia com a Criação e termina com a Lembrança de aspectos e Habilidades importantes. Como então essa metodologia é capaz de revolucionar a aprendizagem? Confira a seguir:

1. Constrói soluções
A Aprendizagem Baseada em Projetos começa com o projeto e a construção de soluções que visam resolver os problemas da vida real, com os alunos motivados a criar um modelo que seja a solução de uma dificuldade enfrentada realmente.

2. Avalia a viabilidade
A Aprendizagem Baseada em Projetos treina professores e tutores para, juntos dos alunos, testarem a viabilidade do modelo construído – esta é a técnica de avaliação da segunda fase. Ela prega que os alunos avaliem a viabilidade, a examinando de acordo com a solução do problema real.

3. Examine e repita
Quando a avaliação é feita, os alunos são motivados a avaliar com atenção os projetos até atingirem o objetivo. A Aprendizagem Baseada em Projetos propõe que os alunos dividam as etapas e funções e se concentrem no sucesso do projeto.

4. Funcionalidade em outras áreas
A quarta etapa das técnicas de Aprendizagem Baseada em Projetos é explorar a funcionalidade do projeto e colocá-lo em prática, mesmo em um objetivo diferente do original.

5. Reconhecer os elementos multidisciplinares
No quinto estágio da Aprendizagem Baseada em Projetos, os facilitadores e os alunos juntos reconhecem todos os elementos multidisciplinares que foram utilizados. É quando os tutores conscientizam os alunos sobre diferentes habilidades e disciplinas utilizadas. Por exemplo, ao construir uma ponte, os conceitos de engenharia, bem como os físicos e arquitetônicos, são levados em consideração.

O sexto e último estágio da abordagem Aprendizagem Baseada em Projetos é perceber as conclusões importantes e significativas do modelo que eles construíram. É aqui que os alunos se lembram do que aprenderam e das habilidades que desenvolveram.

Alguns modelos mais antigos mostram uma hierarquia de aprendizagem. Mas, na realidade, não há um estágio de aprendizagem que esteja abaixo ou acima dos outros. Cada aluno tem uma mente dinâmica e a Aprendizagem Baseada em Projetos é projetada para manter os alunos no centro da abordagem, o que garante que eles adquiram conhecimento e habilidades pragmáticas em vez de apenas conceitos teóricos.

Você já tinha pensado em colocar esses conceitos em prática dessa maneira?

Administrador de Empresas com especialização em Gestão de Conhecimento e Storytelling aplicado à Educação*

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AmancoAs soluções e avanços tecnológicos desenvolvidos pela Amanco Wavin oferecem ao segmento industrial tubulações eficientes que atendem diferentes necessidades. Suas aplicações, assim como as vantagens, são muitas, além de proporcionarem economia, agilidade ao projeto e serem ambientalmente sustentáveis. Confira abaixo as principais características que destacam a qualidade dos produtos em PVC para uso industrial:

– resistência: os produtos em PVC oferecem resistência a materiais químicos e à abrasão;

– instalação: o produto em PVC é leve e fácil de manusear, o que facilita a instalação, garantindo uma união extremamente segura e eficiente;

– eficiência: a tubulação é fabricada com matéria-prima que resulta em um produto de baixa rugosidade. Com paredes internas extremamente lisas, o atrito entre o fluido e o tubo é baixo, resultando em menor perda de carga. A tubulação em PVC também não produz resíduos internos que interferem no pleno funcionamento dos equipamentos, como, por exemplo, incrustações;

– manutenção: o PVC reduz a necessidade de manutenção frequente porque evita o acúmulo de resíduos que possam interferir no pleno funcionamento dos equipamentos, como, por exemplo, corrosões e incrustações.

– benefícios ambientais: o PVC é um material 100% reciclável e apresenta baixo consumo de energia em sua produção. Além disso, a quantidade de descarte de resíduo do material é muito pequena – isso porque é mais utilizado em produtos de longa duração, como tubos e conexões, fios e cabos para a construção civil. Segundo estudo do Instituto Brasileiro do PVC (IBPVC), o longo ciclo de vida útil dos produtos de PVC termina por ampliar o tempo necessário para que se tornem resíduos. Para se ter ideia, 70% dos produtos de PVC têm vida útil entre 15 e 100 anos, outros 22%, de 2 a 15 anos e apenas 8% são considerados descartáveis, com vida útil de 2 anos.

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Ana-EmmerichPor Ana Paula Emmerich*

Falar sobre o crescimento do consumo digital ao longo dos últimos meses é, mais uma vez, constatar tudo que vimos ser diretamente impactado pela pandemia e pelo distanciamento social. A mudança de comportamento do consumidor para um mundo quase que integralmente on-line, a grande demanda gerada pelos e-commerces e os desafios logísticos desse cenário deixaram profundas marcas que, com certeza, farão parte do cotidiano da nossa cultura mercadológica daqui para frente.

Ao passar de 2020, vivenciamos diferentes fases e incertezas. Quando nos enxergamos socialmente afastados e postos diante de uma realidade antes desconhecida, tudo foi colocado à prova. Nessa fase inicial, experimentamos a especulação sobre o recuo da globalização. A pandemia possibilitou que muitos críticos da conectividade global acreditassem que sofreríamos uma crise sem precedentes, com a formação de blocos econômicos rivais, a volta da produção nacional, a criação de cadeias de suprimentos mais curtas e a expansão das indústrias nacionais essenciais.

Contudo, como grande ensinamento, tornou-se quase palpável que a globalização está mais viva do que nunca. O consumo digital global, o comércio e a logística funcional ganharam forma e foram as grandes forças locomotoras desse período que ainda vivenciamos. Com base nesse entendimento macro, esmiuçar as mudanças de hábitos do consumidor digital e a chegada permanente do alto número de compras on-line torna-se viável e necessário.

O crescimento da utilização dos e-commerces é um fato, e a curva do aprendizado logístico nesse curto período é positivamente notória, o que prova, mais uma vez, a tremenda força da globalização. Além disso, o comércio digital estimulou também o e-commerce cross-border, e o que, antes, tratava-se de uma tendência, hoje podemos chamar de realidade.

O consumo eletrônico superou as barreiras transfronteiriças no Brasil e, ao final do último ano, o País fechou sua balança comercial com um superávit de US$ 50,9 bilhões. Circunstância, essa, possibilitada devido aos estudos dos cenários econômicos globais, à preparação de plataformas para o recebimento das novas demandas e à escolha de melhores operadores logísticos pelos comerciantes.

Ou seja, a cadeia logística integrada tornou-se fundamental nesse processo, e a “entrega de última milha”, também conhecida como last mile, ganhou uma notoriedade ainda maior. Com a centralização de poder nas mãos do consumidor, outra tendência que agora se encontra como realidade de mercado, essa etapa, que consiste no trajeto entre os centros de distribuição dos vendedores até a entrega final na porta do cliente, passou a fazer parte determinante na rotina das lojas e dos consumidores on-line. Além de ser uma barreira no processo logístico brasileiro, qualquer possível problema na “entrega de última milha” pode impactar diretamente o relacionamento, a satisfação e a fidelidade do consumidor com a marca.

Assim, vale ressaltar uma vez mais que, para evitar transtornos, perda de lucros e clientes, o planejamento logístico é o diferencial. Pesquisar, analisar, comparar valores e tempo de trânsito tornaram-se parte essencial do processo de vendas, bem como estar alinhado com todas as alternativas que apareceram no mercado exclusivamente para essa etapa “de última milha”. Motocicletas, bicicletas, drive-thrus, drones, e-boxes e pick-up stores são algumas das possibilidades que ganharam destaque no ano passado.

Esse cuidado na relação com o consumidor, com suas demandas no centro das operações, fez com que, além da atenção reforçada à last mile, outra necessidade surgisse: a preocupação com a logística reversa. Segundo pesquisa do Conselho de Logística Reversa Brasileira, mais de 75% dos compradores pesquisam os detalhes de como o retorno do produto poderá ser realizado, caso haja necessidade de devolução ou troca. Todo esse processo passou a demandar proporcionalmente mais agilidade e eficiência de qualquer plano logístico já existente antes de a realidade ser impactada pela pandemia.

Com isso, datas de altos picos de vendas, como a Black Friday e o Natal também tiveram destaque em 2020. De acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), no feriado religioso, por exemplo, o e-commerce cresceu 15,5%, em comparação ao mesmo período de 2019. Consequentemente, com o mercado já fortemente aquecido, devido ao distanciamento social e ao crescimento do consumo digital, foi possível acompanhar o fortalecimento das novas tendências que passarão a ser vistas além de 2020.

O “esquenta” para os períodos de alta no e-commerce, a necessidade de preparação logística com mais antecedência, para suprir todas as demandas dos clientes, a automatização de processos e políticas de envio de remessas e o mercado cada vez mais competitivo são apenas alguns dos pontos que foram trazidos como aprendizado nos últimos meses e que, agora, tornaram-se parte integrante da cadeia de consumo. Assim, é possível dizer que, apesar das dificuldades, a passagem do último ano foi de extremo crescimento para o setor. Evidenciando, mais uma vez, que contar com um parceiro logístico com experiência e qualidade na entrega nacional e internacional tornou-se um pré-requisito para um ótimo desempenho ao longo deste e dos próximos anos.

*Gerente comercial & eCommerce da DHL Express.

 

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unnamedPor Dani Verdugo*

A Inclusão Trans ainda representa um tabu para inúmeras instituições – é um fato. Apesar disso, cada vez mais discute-se acerca de sua importância – o que acaba por acarretar, gradativamente, o surgimento de oportunidades formais no País neste sentido.
No período de um ano – janeiro de 2020 a janeiro de 2021 – a plataforma Transempregos, por exemplo, conquistou um crescimento de 315%. Além disso, empresas de grande porte das mais diversas nacionalidades têm investido na seleção e retenção de profissionais transgênero – independentemente do setor.

Mas a verdade é que, apesar da crescente evolução do mercado de trabalho em direção ao respeito à diversidade, muitos indivíduos ainda sentem o acanhamento no momento do processo seletivo, entre outras situações – dado o histórico de discriminação sofrido por estes profissionais.

Com vistas a reduzir esse tipo de desafio, estados como São Paulo e Rio de Janeiro têm oferecido projetos que visam o suporte para o desenvolvimento desses candidatos. O intuito é restaurar sua autoestima e retirá-los do cenário de vulnerabilidade – ainda tão pungente.

Um exemplo é o programa Transcidadania, que existe há 13 anos. A iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo concentra-se na progressão escolar e na capacitação de trans e travestis. Ao todo, são 510 vagas distribuídas na capital paulista, e os participantes recebem uma bolsa mensal no valor de R﹩ 1.097,25.

A deputada estadual Renata Souza (PSOL), do estado do Rio de Janeiro, apresentou um projeto de lei que propõe obrigatoriedade, a empresas privadas que recebem incentivos fiscais, de reserva de 5% de suas vagas para travestis e transexuais.

Frente a tantos percalços, o que precisa ser ressaltado aqui é o fato de que contratar candidatos transgênero não deve ser encarado como um favor – porque, de fato, não é. Afinal, trata-se de um profissional como outro qualquer, que, no fim das contas, representa a mesma possibilidade de lucro para a organização a que presta seus serviços.

*Empresária e headhunter, atua com Executive Search na THE Consulting

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Pic. 03_Light packagingO desenvolvimento de uma economia circular para lidar com a emergência de resíduos de plástico depende da criação de demanda para material reciclado de alta qualidade. A STADLER, fornecedora de plantas de triagem para a indústria de reciclagem, experimentou uma mudança no mercado, com mais de 80% de seus projetos para plantas de separação de plástico em 2020 envolvendo atualizações e modernizações significativas de instalações já existentes para atender a uma produção consistente e de alta qualidade necessária para entrar na economia circular dos plásticos.

 O plástico é um produto excepcional, com inúmeros benefícios que o tornaram indispensável na vida moderna. Sua durabilidade extrema, no entanto, cria um difícil problema no fim de sua vida útil, que precisa ser tratado com urgência. A solução está na mudança para uma economia circular, onde o plástico é reutilizado ou reciclado, nunca se transformando em resíduo. A indústria de reciclagem tem um papel central a desempenhar neste processo, com o desafio de maximizar a quantidade de plástico recuperado de resíduos e produzir uma produção de Resina Pós-Consumo (PCR) consistente e de alta qualidade, que consegue competir com a resina virgem.

  “Temos que retirar do omelete novamente os ingredientes individuais iniciais”, explica Enrico Siewert, diretor de Desenvolvimento de Produto e Mercado da STADLER. “Os avanços da tecnologia nos últimos 10 anos revolucionaram a indústria. Hoje, podemos separar plásticos de forma muito eficiente, em percentagens muito altas. Uma planta de triagem mecânica STADLER pode atingir até 95% de pureza. Com equipamentos eletrostáticos ou de lavagem, pode ser próximo a 100%”.

 A indústria de reciclagem está respondendo a essa demanda, atualizando suas instalações para atingir a consistência e a alta qualidade necessárias para que a PCR entre na economia circular dos plásticos e aumente sua capacidade de processamento.

 A STADLER está no centro dessa evolução: “Desenvolvemos a tecnologia avançada de que as usinas de reciclagem precisam”, explica Enrico Siewert. “Estamos constantemente inovando e desenvolvendo novos processos, adaptando as plantas de nossos clientes às suas necessidades em constante mudança. Estamos vendo em primeira mão que a indústria está se intensificando para atender a essa nova demanda: no ano passado, as atualizações, modernizações e expansões de plantas representaram mais de 80% de nossos projetos no setor de plásticos, um aumento de mais de 38% em relação a 2019”.

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Vivaldo-José-Breternitz-MackenziePor Vivaldo José Breternitz*

Os profissionais da área de Tecnologia da Informação, já há algum tempo, percebiam que os serviços de cloud computing (computação na nuvem) cresciam, mas muitos deles devem ter sido surpreendidos pelos resultados trazidos por uma pesquisa do Synergy Research Group: em 2020, os gastos com esses serviços superaram aqueles que as empresas tiveram com plataformas próprias de computação.

Os números são ainda mais surpreendentes quando se observa que os valores relativos a serviços na nuvem cresceram 35%, chegando a quase US$ 130 bilhões. Enquanto isso, os gastos com estruturas próprias caíram 6%, para menos de US$ 90 bilhões.

É a primeira vez que isso acontece; até 2019, os valores aproximadamente empatavam; uma das explicações dadas para o fenômeno é a pandemia, que estaria levando as empresas a terem estruturas próprias mais leves.

Os valores despendidos com plataformas próprias, compreendem servidores, armazenamento de dados, serviços de rede e segurança, além de software necessário ao funcionamento de toda essa infraestrutura.

É importante, porém, registrar que esses números divergem dos apresentados pelo Gartner, respeitado grupo de consultoria, cujas pesquisas gozam da confiança dos profissionais da área, e que afirma serem os gastos com processamento na nuvem, apesar de estarem crescendo, muito menores que aqueles feitos com plataformas próprias.

De qualquer forma, o tema deve ser acompanhado por todos aqueles que tem responsabilidades de gestão na área. Carreiras também podem ser afetadas, pois, em tese, serão necessários menos operadores de computador e analistas de redes e bancos de dados.
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie*

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SOBRE O BLOG INDUSTRIAL

O Blog Industrial acompanha a movimentação do setor de bens de capital no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades, opiniões e análises sobre a influência econômica e política no segmento. Este espaço é um subproduto da revista e do site P&S, e do portal Radar Industrial, todos editados pela redação da Editora Banas.

TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

NARA FARIA

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), cursando MBA em Informações Econômico-financeiras de Capitais para Jornalistas (BM&F Bovespa – FIA). Com sete anos de experiência, atualmente é editora-chefe da Revista P&S. Já atuou como repórter nos jornais Todo Dia, Tribuna Liberal e Página Popular e como editora em veículo especializado nas áreas de energia, eletricidade e iluminação.

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